O ex-juiz Marlon Reis, um dos autores da Lei Ficha Limpa, explicou em suas redes sociais que o deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP) pode ser preso pelos comentários que fez sobre as mulheres ucranianas. Em um áudio enviado aos seus amigos, o deputado Mamãe Falei, pré-candidato ao Governo de São Paulo, fala da beleza das mulheres ucranianas e faz comentários infelizes que, para o ex-juiz, podem ser considerados criminosos. “Elas olham [para mim]. E vou te dizer: são fáceis porque elas são pobres. E aqui a minha carta do Instagram, cheio de inscritos, funciona demais. Depois eu conto a história. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, dois grupos de ‘mina’, e assim, é inacreditável a facilidade”, diz o deputado. Em outra parte do áudio ouvimos: “Eu nunca na minha vida vi nada parecido em termos de ‘mina’ bonita. A fila das refugiadas, irmão, imagina uma fila de 200 metros, só deusa. É um bagulho fora de série. Se você pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila das refugiadas aqui”. No Twitter, Marlon Reis diz que o caso pode ser enquadrado na Lei de Crimes Raciais. “Houve discriminação de cunho sexista”, explicou Reis citando o artigo 20 da Lei 7.716/89. “Como foi praticado pela internet e os receptores da mensagem estavam no Brasil, entendo que o Judiciário brasileiro é competente para processar e julgar o deputado racista”, completou o ex-juiz. Leia: Sobre a cassação Há pedidos de cassação contra o deputado, um deles apresentado pela ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Sobre os pedidos, Marlon Reis explica que “a cassação de Arthur do Val pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo atrairá a sua inelegibilidade por cerca de 10 anos”. Leiliane Lopes

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