País-sede da Copa tem o islã como religião do Estado

Dia 20 de novembro, às 13h (horário de Brasília), as seleções do Catar e do Equador fazem a partida inaugural da Copa do Mundo da FIFA 2022 no Estádio Al Bayt, em Al Khor, no Catar.


Localizado na Ásia Continental, na região considerada Península Arábica e também Oriente Médio, o país-sede do torneio tem uma população de cerca de 2,9 milhões de habitantes, mas apenas um quarto de seus habitantes realmente nasceu lá: 75% dos moradores são estrangeiros, o que explica a composição religiosa do Qatar.


Crenças religiosas no Qatar




A organização cristã Portas Abertas coloca o Qatar em 18ª posição no ranking de países com maior perseguição aos cristãos. Considerado um emirado por ser governado por um emir (obrigatoriamente um muçulmano), a constituição do país reconhece o islã como religião oficial e afirma que a sharia (lei islâmica) deve ser “a principal fonte” da legislação.


A maioria dos muçulmanos do Qatar pertence ao ramo sunita, enquanto cerca de 10% são xiitas. A população segue um rígido código de vestimenta baseado na tradição islâmica: os homens usam uma longa camisa branca sobre calças largas e lenço na cabeça e as mulheres cobrem o corpo com um longo vestido preto e na cabeça usam um lenço preto.


É permitido ser cristão do Qatar?


A constituição permite que todas as religiões registradas – além dos muçulmanos sunitas e xiitas, oito denominações cristãs estão nessa situação – pratiquem seus ritos e crenças. Para ser registrado, um grupo deve ter pelo menos 1500 membros. Os grupos religiosos não registrados são considerados ilegais, mas as autoridades em geral não se opõem à prática de sua fé em particular.


Contudo, a lei proíbe o proselitismo por não-muçulmanos e impõe algumas restrições ao culto público, ou seja: aos cristãos não é permitido falar do evangelho fora de seu círculo.


Como é a perseguição aos cristãos no Qatar?


Segundo a organização Portas abertas, a maioria dos cristãos é formada por estrangeiros que vivem no país vindos especialmente da Europa e dos Estados Unidos; o número de cristãos nativos é muito baixo. Embora o grupo de cristãos estrangeiros seja monitorado, ele goza de liberdade. Contudo, cristãos oriundos de contextos muçulmanos sofrem opressão da família, do governo, de líderes religiosos não cristãos e de líderes de grupos étnicos. Esses cristãos oriundos do islamismo são ameaçados de ser afastados da família, de perder o emprego, são impedidos de se encontrar com outros cristãos e, em casos mais extremos, podem enfrentar violência física por causa da fé em Jesus.

especialmente da Europa e dos Estados Unidos; o número de cristãos nativos é muito baixo. Embora o grupo de cristãos estrangeiros seja monitorado, ele goza de liberdade. Contudo, cristãos oriundos de contextos muçulmanos sofrem opressão da família, do governo, de líderes religiosos não cristãos e de líderes de grupos étnicos. Esses cristãos oriundos do islamismo são ameaçados de ser afastados da família, de perder o emprego, são impedidos de se encontrar com outros cristãos e, em casos mais extremos, podem enfrentar violência física por causa da fé em Jesus.

Como orar pelo Qatar?

  • Que os cristãos estrangeiros tenham ousadia para testemunhar, apesar dos riscos.
  • Pelos cristãos oriundos de contextos muçulmanos, para que não se sintam sozinhos.
  • Pelos governantes, para que Deus toque no coração do emir e dos demais, para que sejam alcançados pela graça de Jesus.

 

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